A única competição que o queridíssimo Carlos Caetano Bledorn Verri (vulgo Dunga) perdeu, enquanto técnico da seleção brasileira, foi a Copa do Mundo de 2010. Diga-se de passagem, a mais importante de todas que disputou. Nessa lista, não considero a eliminação nas Olimpíadas de 2008 porque aquele não era nosso time principal.
Não fosse o fatídico segundo-tempo contra os holandeses, Dunga talvez pudesse ser coroado como o técnico que venceu a Copa América de 2007, as Eliminatórias para Copa de 2010, a Copa das Confederações 2009 e a Copa do Mundo de 2010. Foram 4 anos de trabalho, muitas vitórias e muitas, mas muitas críticas que somadas à derrota para a Holanda, foram capazes de apagar tudo o que foi conquistado anteriormente.
Demitiram nosso volante de 94 e deram créditos a outro gaúcho: Mano Menezes. Diferentemente do anterior, um ano de trabalho já é suficiente para mostrar quão frágil está nosso futebol. Derrotas em cima de derrotas e eliminação precoce na Copa América de 2011. Precoce justamente porque, para nós brasileiros, existem dois tipos de adjetivos no futebol: 1) campeão; e 2) eliminado precocemente (mesmo tendo chegado à final). Certamente Mano Menezes está sentindo na pele o que Dunga sentiu durante 4 anos, mesmo o último tendo ganhado tudo que ganhou.
Dunga ainda está na frente e certamente continuará até a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, quando todos os holofotes se voltarem para o time brasileiro de garotos (até lá nem serão tão garotos assim) e para àquele que pode entrar para a história por conduzir uma renovação no futebol tupiniquim. Mano sabe disso. E sabe também que uma apática vitória por meio a zero em uma final de mundial pode esconder anos e anos de competições perdidas.
No país do futebol, trocar seis por meia dúzia vale mais do que qualquer outra coisa. Única e exclusivamente pelo simples prazer da troca.
“A verdade incontestável é que ninguém ganha da forma como nós ganhamos. As vitórias dos outros são simples, quase sem graça. Algumas beiram a banalidade, o ridículo, as nossas não. As nossas são cardíacas. As dos outros são previsíveis, esquecidas ao apito do primeiro jogo do próximo campeonato, as nossas são inesquecíveis. Por todos, por nós, pelos adversários e até pelo mais indiferente leigo. As nossas vão da extrema falta de perspectiva, do máximo sofrimento, da crueldade, ao êxtase, ao épico, ao apoteótico. Tudo junto, quase sem fronteiras entre esses opostos.”
Nelson Rodrigues
É bem verdade quase tudo que vc falou... queiram os deuses futebolisticos que sejamos campeões!!! rs
ResponderExcluirFelipão quando técnico da seleção, foi muito criticado, não levou Romário para copa do Mundo de 2002, a grande maioria da população era a favor do Romário.
ResponderExcluirMesmo com todas as criticas ele montou um time e conseguiu fazer o Brasil jogar o futebol que todo brasileiro quer ver.
Acredito ainda no Mano, certamente teremos um bom time até a Copa do Mundo de 2014.